sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nome científico: Saltator similis.

Nome comum: Bico-de-ferro, João Velho, Pixarro.

Distribuição: Da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Matas, especialmente a orla.

Incubação: 13 a 14 dias. Fêmeas e jovens: Não há dimorfismo sexual. As fêmeas também cantam e os jovens são iguais aos adultos.

Comportamento e reprodução: São bastante agressivos e territorialistas. Deve ser deixado apenas um casal por recinto. Pode- se tentar a reprodução em viveirinhos de 90 cm de comprimento X 54 cm de profundidade, ou viveiros arborizados. Por não existir diferença entre machos e fêmeas, devido à agressividade, o acasalamento deve ser feito com muito cuidado.

Outras formas: No Brasil existem cerca de onze formas do gênero Saltador, todas relativamente parecidas. Apenas uma das espécies - Saltador atricollis, conhecida por Bico de Latão ou Bico de Pimenta - é bem diferente, pois uma máscara preta desce até a garganta, e o bico é laranja bem carregado.

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam perfeitamente ninhos de corda 12 cm de diâmetro.

Tamanho: 20 cm Anel: 3,5 mm

Características: 21,0 cm de comprimento. Trata-se de um dos pássaros nacionais com instinto territorialista mais acentuado. São extremamente valentes na época de reprodução mas no período de descanso costumam ser vistos em bandos. Os cantos mais apreciados em Minas Gerais são o "Bom-dia-seu-chico-boi", "Bom-dia-seu-tio-joão" e o "Curril-curril-boi". Nos torneios mineiros de canto participam das provas de Fibra, Canto Livre e Repetição.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Marianinha de cabeça preta

Nome Popular: Marianinha-de-cabeça-preta

Nome Científico: Pionites melanocephala

Peso: 130 a 170g

Tamanho: 23 cm

Expectativa de Vida: 40 anos

Alimentação: Em seu habitat natural, comem pequenos frutos e sementes. No cativeiro, oferece-se ração comercial e algumas frutas e vegetais.

Reprodução: Geralmente põem 3 ovos que chocam por 27 dias, aproximadamente.

Distribuição Geográfica : Essa espécie ocorre principalmente ao sul do Rio Amazonas (no norte do Brasil) e no sudeste do Peru.
Descrição:Verdes no dorso com um pouco de preto nas asas, cabeça amarela, ventre branco e "calções" verdes. O sexo das aves não pode ser determinado somente através das características externas. Sofrem com a destruição de habitat e a captura ilegal destinada ao tráfico de animais. Por esses motivos encontram-se em sério declínio em algumas regiões
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diamante de Gold

Ele é conhecido no Brasil como diamante de gould, tem o nome cientifico de poephila gouldiae é da família dos estrildidae e pertence à ordem dos passeriformes.
O gould é um dos pássaros mais cobiçados no mundo inteiro por sua delicadeza e lindas cores, no Brasil ainda não é tão conhecido, mas vem abrindo caminho graças a técnicas de criação cada vez mais aprimoradas por vários criadores que vem se dedicando a eles e assim garantindo sua presença em pet shops de todo o pais. Não tenha duvida, se você entrar em uma loja de pássaros e se deparar com um gould dificilmente resistirá em ao menos se aproximar dele e ao se aproximar com certeza vai querer o levar para casa.
Descoberta :Ele foi descoberto e descrito pela primeira vez em 1833 na Austrália, em inglês é conhecido como Lady Gouldian finch, uma homenagem que seu descobridor o expedicionário, naturalista e ornitólogo, John Gould, fez a sua esposa Elizabeth, quando ela faleceu. Elizabeth era uma. hábil desenhista de pássaros e foi ela quem registrou as primeiras imagens do pássaro, que o casal pesquisou junto em expedições na Austrália realizadas no século XIX.
Cores :
Cabeça vermelha: ( Poephila mirabilis).
Cabeça preta: (Poephila gouldiae) .
Cabeça amarela: ( Poephila armitiana) .

Classicos:
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Verde.
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Verde .
Cabeça Laranja/Peito Roxo/Costa Verde .
Mutações:
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Amarela.
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel.
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Azul .
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Amarela.
Cabeça Cinza/Peito Roxo/Costa Pastel .
Cabeça Amarela/Peito Branco/Costa Pastel.
Cabeça Preta/Peito Branco/Costa Verde .
Cabeça Branca/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Verde.
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel .

Alimentação :O gould é um pássaro granívoro, por isso deve ser alimentado com sementes, 30% alpiste, 70% de painço, mistura esta que deve ser soprada e reposta todos os dias, verduras como almeirão, espinafre, ou chicória podem ser servidas, a farinhada é essencial para a boa saúde do pássaro e deve ser servida diariamente, especialmente na época de reprodução e muda de penas, também podemos servir osso de siba, ou casca de ovos de galinha torrada por 20 a 30 minutos e triturada, os dois produtos são fontes de cálcio essenciais para os pássaros principalmente na época da postura, quando e em especial as fêmeas precisam de reposição de cálcio. Para completar, uma tigela de areia de rio lavada, deve ser deixada a disposição dos pássaros, a areia é um elemento muito importante para a saúde dos pássaros. É ótimo para a higiene e para mantê-los em boas condições de saúde, pois contém minerais, cálcio e auxilia na digestão das aves. Em cativeiro quando tratado corretamente vive de sete a nove anos.

Cuidados :Os diamantes de gould são pássaros delicados e sensíveis, merecendo do seu dono total dedicação e cuidados, principalmente na época de muda de penas, época esta que é sem duvida a mais delicada da vida de um pássaro, onde as perdas podem ser grandes para os criadores se não forem tomados os cuidados necessários. Nesta época o criador deve reforçar a alimentação, ter sempre a mão um energético, como o açúcar de uva, proteger o pássaro de correntes de vento e evitar ao maximo o estresse causado por manuseio, barulho e sustos. Sempre que possível manter o menor numero de pássaros na mesma gaiola, evitando assim disputas por alimentos e brigas.

Trocando os ovos: Em geral, temos que ter cinco casais de Manon para cada casal de exóticos (Diamante Gould, Diamante Sparrow, Star Finsh, Bavette), aumentado a probabilidade de coincidência entre os períodos de reprodução de uma espécie e outra. O processo todo acontece da seguinte forma: coincidindo a postura de ovos do casal de exóticos e de um dos casais de Manon, substitui-se os ovos do Manon pelos da outra espécie. Graças a seu instinto, papai e mamãe Manon chocarão os ovos alienígenas como se fossem seus, sem descuidar dos filhotes durante todo o período de alimentação até chegarem à fase adulta.

Condições ideais para criação :Alguns pássaros são resistentes ao frio, mas a maioria deles e entre eles o gould tem grandes problemas com mudanças bruscas de temperatura, principalmente quando ela cai rapidamente o que é normal nas madrugadas do inverno brasileiro. Nesse caso a presença de uma fonte calor que mantenha uma temperatura razoável e constante é imprescindível para a boa saúde da criação. Um bom aquecedor não é muito barato, mas, é a solução mais plausível para a solução deste problema. Este deve ser de preferência com termostato automático que mantém a temperatura do ambiente conforme queremos. Aqui no criadouro usamos aquecedores de julho a dezembro, mantendo uma temperatura de 16 graus tanto durante o dia quanto durante as madrugadas.

Porque 16 graus? Mantenho 16 graus de temperatura por ser o pico térmico durante o dia dentro do local onde estão os pássaros, regulando o termostato para 16 graus alem de proporcionar uma temperatura agradável ainda fazemos economia de energia, já que o aquecedor só funcionara quando a temperatura diminui e fica em stand by quando estiver novamente na temperatura desejada. O aquecedor que uso aqui é o Magnun DeLonghi de fabricação italiana.

Porque a escolha dele? Existem inúmeros tipos de aquecedores que funcionam com resistências elétricas, ventiladores e até ar condicionado, mas esses ressecam e queimam o ar, alem de fazerem barulho o que prejudica os pássaros podendo ser mais prejudiciais até do que se não os usássemos. O aquecedor Magnun DeLonghi é elétrico silencioso e não queima o ar, pois trabalha internamente com um óleo especial que nunca é trocado, alem disso também não cheira como outros aquecedores que dão aquele cheiro de fio queimado, poluindo o ar do ambiente.

UMIDADE: Estas aves habitam uma zona úmida da Austrália, mas sempre com temperaturas altas, daí que em cativeiro lhes devemos proporcionar diferentes umidades de acordo com a temperatura que estão sujeitos. A umidade recomendada é de 55 a 65% para temperaturas da ordem dos 22 graus, e de 65 a 70% para temperaturas superiores.

LUMINOSIDADE: Não é necessária uma intensidade de luz exagerada, na realidade o importante será o tempo de luz que deve ser das 6:00 as 18:00 horas.

Instalações :Gaiolas: para 1 casal, ao menos 50 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 30 cm de altura.

Acessórios: Em gaiolas, 2 poleiros de 10mm de diâmetro, bem afastados e longe das laterais, um bebedouro tipo ampola quatro comedouros tipo meia lua, uma vasilha para banho, dois porta vitaminas do tipo unha(comprido) para farinhada e um ninho tipo caixa de madeira com medidas de 20x20x20.

Reprodução :Identificação do sexo: O macho faz o corte movimentando-se no poleiro, alem de serem facilmente diferenciados das fêmeas por eles terem cores muito mais vivas que elas, a cauda do macho também é diferenciada por ser mais comprida. Na época de acasalamento é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro.

Como proceder :Com 11 meses pode-se formar os casais de gould, que em normalmente 10 ou 15 dias iniciam a postura. É muito difícil casais de goulds chocarem seus ovos em tempo integral e criarem seus filhotes, na grande maioria das vezes não o fazem. O correto é que usemos manons como amas, em numero de no mínimo cinco casais deles para cada casal de gould. As posturas devem se iniciar no final de fevereiro com um intervalo de sete a quinze dias do final de uma ao inicio da outra, que não devem ultrapassar um total de cinco para não prejudicar o casal. Quando os goulds começarem a botar, separe ovo por ovo em um recipiente com palha de painço, quando pararem, passe estes ovos para os manons, todos de uma só vez, para que os filhotes nasçam todos no mesmo dia. Estes ovos devem ser girados ao menos uma vez ao dia, de forma que a face que estava voltada para cima fique para o lado de baixo, e assim consecutivamente, impedindo que a gema venha a se colar a um dos lados internos da casca, o que inutilizaria o ovo. Ao final da terceira postura dos goulds, separe o macho da fêmea e de um tempo de 15 dias para que eles descansem, depois retorne o casal para mais duas posturas. No final de agosto você deve novamente separa-los para que fiquem fortes para o inicio da muda de penas, período este que depois da época da postura é o mais delicado na vida de um gould.Lembre-se de reforçar a farinhada nestes dois períodos da vida deles e fornecer casca de ovos de galinhas torradas e trituradas, ou osso de siba, para que a fêmea não se desclassifique, areia também é muito importante para a vida de qualquer pássaro e não deve faltar durante todo o ano.

Filhotes: Os ovos eclodem com aproximadamente 15 dias, com 22 dias de vida o filhote deve sair do ninho, ficam independentes entre 40 e 48 dias, com este tempo de vida separe-os dos pais ou da ama para iniciar nova postura. Não é aconselhável mais de 6 posturas por ano, sendo o ideal no maximo cinco. Quando casal também choca, fazer no maximo 4 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20x20x20x cm. Como forração forneça grama japonesa, grama preta, sisal, capim barba de bode ou raízes de capim. Se você como eu não participa de torneios ou campeonatos, não tem necessidade de anilhar os filhotes com anilhas oficiais, podendo apenas usar anilhas feitas por você mesmo apenas para controle do plantel.



Curió

Distribuição: Ocorre em todos as regiões do Brasil.
Habitat: Vive à beira da mata e pântanos, na procura de sementes de tiririca .
Características: 13,0cm de comprimento.Seu canto lembra o som de um violino. Existe uma grande variedade de cantos de curió, e cada região do Brasil possui sua preferência: em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, o canto Paracambi; em São Paulo, o Praia Grande; no Maranhão, o Timbira; em Pernambuco, o Vivitetéo; na Paraíba, o Vovoviu.É atualmente o pássaro canoro mais cobiçado do país, sendo que o valor de um curió-campeão pode ser superior ao de um carro 0km!
Reprodução: Macho e fêmea não devem viver juntos. Primeiro por terem um acentuado instinto territorialista, podendo ocorrer brigas sérias. Depois, mesmo que não briguem, perdem o interesse mútuo e não acasalam. Eles só devem ficar na mesma gaiola na época de reprodução, e mesmo assim apenas pelo tempo que durar a cópula. Mesmo na fase reprodutiva, não basta juntar o casal: eles precisam namorar. Mas há um detalhe: não podem se ver, só se ouvir. A técnica mais usada para o "romance" dar certo, idealizada pelo criador Marcílio Picinini (Matias Barbosa - MG), consiste em se deixar macho e fêmea em gaiolas individuais, separadas por uma barreira visual (ex: madeira, papelão). Há vários sinais que indicam ter chegado o momento do acasalamento: a fêmea vai ao ninho constantemente, se move muito, carrega ciscos de sisal (a colocação de feixes de pedaços de sisal na gaiola estimula a fêmea a preparar o ninho) e aumenta o consumo de água. Quando a fêmea começa a abaixar quando vê o macho (solicitar a cópula), deve-se abrir o passador lateral existente nas gaiolas para o macho entrar na ala da fêmea. Assim que for realizada a cópula, o macho deve ser cuidadosamente induzido à retornar a sua própria gaiola, e novamente deve ser colocada a barreira visual. Duas cópulas são suficientes para fertilizar todos os ovos de uma postura.

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Marianinha-de-Cabeça-Amarela

Expectativa de Vida:40 anos
Alimentação: Em seu habitat natural, comem pequenos frutos e sementes. No cativeiro, oferece-se ração comercial e algumas frutas e vegetais.
Reprodução:Geralmente põem de 2 a 3 ovos que chocam por 27 dias, aproximadamente.
Descrição:Verdes no dorso com um pouco de preto nas asas, cabeça amarela, ventre branco e "calções" verdes. O sexo das aves não pode ser determinado somente através das características externas. Sofrem com a destruição de habitat e a captura ilegal destinada ao tráfico de animais. Por esses motivos encontram-se em sério declínio em algumas regiões.



Cacatua

A Cacatua é um pássaro dócil, que se destaca pela sua beleza exótica e comportamento ativo. Ave proveniente da Austrália, é da ordem dos psitacídeos, onde incluem os papagaios. O nome Cacatua, vem do malaio Kakatua, que significa Papagaio Grande (em inglês, Cockatoo), pois chegam a atingir de 30 a 70 cm de comprimento. Devido ao porte grande, exige espaço em gaiolões individuais para ficar dentro de casa ou viveiro maior, com tamanho grande o suficiente para que a ave possa bricar e saltar.
Como animais de estimação as cacatuas são magníficas, inteligentes, extremamente amorosas com o dono e apesar do alto preço (cerca de 8 mil reais), vem conquistando cada vez mais popularidade. Na Europa e nos EUA, onde é reproduzida em cativeiro há anos, a cacatua já se tornou bem popular, sendo os norte-americanos um dos maiores exportadores. Ao adquirir uma dessas aves, é preciso cautela e verificar se têm boa procedência, pois podem trazer algumas viroses da Austrália, transmissíveis para as aves daqui, como o vírus da doença do bico e da pena.
O que verdadeiramente faz da cacatua uma espécie diferente é a plumagem vistosa e a crista charmosa e imponente, que quando levantada, demosntra sinal de alegria ou agressividade. Estas aves são conhecidas pela capacidade de aprender diversos truques, como abrir e fechar a gaiola, pegar objetos e também de imitam a fala humana. O único incoveniente é o barulho. Seus gritos são altos e por isso, não é aconselhável mantê-las em apartamentos.
A cacatua é uma ave de vida longa e se for criada com os devidos cuidados, pode chegar a viver por 80 anos. São muito apegadas ao dono, portanto, é necessário muita dedicação e amor todos os dias. É recomendável criar um casal. Se ficarem em uma gaiola pequena, ou se forem mantidas isoladas e sem carinho do dono, acabam desenvolvendo a Síndrome do arrancamento de penas, que faz com que se mutilem até ficarem totalmente sem as penas.

Alimentação - Ofereça ração industrializada específica para psitacídeos. Complemente com grãos, sementes e pedaços de frutas.
Viveiro - As medidas ideias são: Gaiola - 60cm de profundidade x 60 de largura x 60 de altura, no mínimo) ou viveiro interno(120 x 60 x 60 cm) com fio 14 e malha espaçada em 2,5cm. Externo - viveiro sem vigamento de madeira (elas roem), chão de cimento um pouco inclinado, com 7,2 x 1,8 x 2,4 m no mínimo.
Distração - Dê brinquedos de madeira próprios para aves ou alimentos como castanhas, nozes e sementes, para mantê-las ocupadas e não gritarem alto.
Brigas - É aconselhável criar um casal. Se for mais de um par, devem ser mantidos distantes, pois costumam se agredir causando ferimentos e até morte.
Compra - Com cerca de 3 meses, é a idade ideal para que se acostume melhor com o dono e aprenda mais fácil a falar e fazer truques.
Reprodução - Com 4 a 5 anos. Botam de 2 a 5 ovos que são incubados por cerca de 30 dias. O macho ajuda a chocar e alimentar os filhotes. Propensão a doenças respiratórias e gastrointerites. Evite correntes de ar.
Onde comprar - Somente em criadouros ou lojas que têm licença do IBAMA.

Cardeal



Expectativa de Vida: Aproximadamente 20 anos
Alimentação: Mistura de sementes (para curió ou bicudo), farinhada seca com insetos e farinhada úmida com ovos. Frutas e verduras: jiló, maçã, milho-verde, banana, catalonia, em pequenas quantidades para que sejam consumidas no mesmo dia.
Reprodução: Reproduz de setembro a março, pode-se utilizar a poligamia ou casais perfeitos. A fêmea está pronta para reproduzir quando começa a voar muito e fazer a ninho. Nesta época chega a cantar parecido com o macho, utilizando raízes e saco de aninhagem como material de nidificação.O macho, por sua vez, nesta mesma época canta muito e muito alto, se tornando agressivo e fogoso. A postura é de 2 a 4 ovos sendo o período de incubação de 13 dias. Os filhotes saem do ninho aos 15 dias e alimentam-se sozinhos por volta de 45 dias.
Distribuição Geográfica: Ocorrem da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil no Rio Grande do Sul e oeste de Mato Grosso (Pantanal).
Descrição: Cabeça anterior e garganta vermelha, topete ereto, abdômen branco, costas acinzentadas. Não há diferença externa entre macho e fêmea. Sofrem com a destruição de habitat e tráfico ilegal. Canto variado sendo uma cadência de curtos assobios sonoros destacados, como o timbre de um sabiá. Canta às vezes a meia voz. Em cativeiro imita outros pássaros como, por exemplo, os sabiás.


Jandaia da Testa Vermelha




Descrição:
Sua plumagem em geral é verde escuro, à parte da frente da testa e a área ao redor dos olhos são vermelhas tornando-se laranja-amarelada na parte de trás da cabeça, as bochechas em alguns pássaros vão do amarelo ao amarelo alaranjado, a garganta e a parte superior do peito são ligeiramente azuis acinzentados, as penas da parte de baixo do peito, do abdômen e a parte mais baixa das costas tem um bordo avermelhado, debaixo das asas é vermelho, a parte externa das penas primárias e as secundárias são azuladas, a parte de cima do rabo é verde azeitona com as pontas azuis, o lado inferior do rabo e das penas de primárias são enegrecidos, o círculo ao redor dos olhos é branco, a íris é marrom, o bico é preto e os pés são cinzas.Comprimento: 30 cm.
Distribuição: Sudeste do Brasil, desde o norte do Rio Grande do Sul até o sul de Goiás e Minas Gerais. Entremeia-se com a auricapilla no sul da Bahia.
Descrição: Semelhante a auricapilla, mas o verde geralmente é ligeiramente mais escuro, o verde escuro das bochechas não tem a cor amarelada. A parte mais baixa das costas normalmente não tem marcas vermelhas.
Comprimento: 30 cm.Nota: A identificação sem saber a origem é muito difícil para ambas subespécies, pois a plumagem se torna gradualmente verde mais escuro, a cor da cabeça e das bochechas varia enormemente.
Hábitat: Florestas e extremidades de florestas, clareiras e savanas com árvores.
Status: Raro e em perigo de extinção. Já está desaparecida de muitas áreas por causa do desmatamento extenso.
Hábitos: Andam em pares, grupos pequenos de 04 a 10 pássaros. Não são tímidos e dificilmente podem ser visualizados em árvores por causa de sua camuflagem. Podem ser distinguidos pelo grito. Seu vôo é bastante rápido e ondulado, seu chamado é estridente, especialmente ao voar.
Características: Embora sua cor predominante seja verde, suas marcações amarelas, laranjas e vermelhas, formam um contraste que a torna uma ave bela. Pertencente a família psittacidae, tendo duas subespécies. Embora vivam em bandos, são monogâmicas. Muito vivas, resistentes, bastante barulhentas, particularmente no começo da manhã e no fim da tarde, não são muito exigentes em relação a banho. Rapidamente se acostumam com novos tratadores. Por serem muito destruidoras, proveja regularmente galhos verdes. São animais que se adaptam muito bem ao convívio com seres humanos. Em cativeiro temos que ter o cuidado, e isto se aplicam a todas as espécies de psitacídeos, para que eles sejam os mais felizes possíveis. Uma ave que está muito tempo sozinha e fechada em casa, que está perto de ruídos estranhos ou em condições (gaiola, alimentação e distrações) pobres, não é uma ave feliz. Papagaios são aves muito sociáveis que precisam da companhia de outras aves ou de pessoas; como todos os seres vivos, querem atenção e as melhores condições, sem essas se tornam tristes e podem entrar em stress, chegando mesmo a arrancar as próprias penas e até as próprias unhas, casos que depois são muito difíceis de corrigir.A condição mais importante para quem compra, seja uma ave de companhia ou para criação, é saber a história da ave. Deve-se sempre comprar aves criadas em cativeiro, tentando assim contribuir para a não extinção da mesma, além de também facilitar a nossa relação com elas. Quando criadas em criatórios, estão acostumadas à presença de seres humanos e dificilmente sofrem stress ou contraem doenças, estando aclimatadas às condições de cativeiro.Quando se tem um casal não é muito difícil que se consigam filhotes. Se quiser fazer uma criação, leva-se em conta que um casal reprodutor não é só um macho e uma fêmea, e sim, um macho e uma fêmea compatíveis. Como nos humanos, por vezes um não gosta do outro. Se tiver a certeza que é um macho e uma fêmea, que são adultos (mais de 03 anos) e que não reproduzem, algo está errado, pode ser que não sejam um par compatível. Procure encontrar o possível problema e, se chegar à conclusão da incompatibilidade, troque uma das aves.Dimorfismo: Não existe, só podem ser distinguidos pelo exame de DNA.Dieta natural: Sementes, bagas, frutas, nozes pequenas como também insetos e larvas, regularmente se alimentam em plantações de arroz, grãos e milho.
Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos e etc.), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas como: maçã, uva, figo, pêssego (a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal), gostam muito de milho verde e amendoim. Suplementos minerais regulares.
Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.
Reprodução: É freqüentemente alcançado e não difícil. Podem ser criadas em colônia desde que em viveiros grandes, mas o ideal é manter apenas um casal por viveiro. Freqüentemente ficam agressivos com os tratadores durante a criação. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entretecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.
Amadurecimento sexual: 02 anos.Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.
Quantidade de ovos: Postura de 03 a 04 ovos, ocasionalmente podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até 02 posturas por ano. Ovo mede 30.4 x 23.5 mm.
Ninhos: Na natureza fazem seus ninhos em buracos nas árvores (buracos de pica-pau), montículos de térmita e excepcionalmente em fendas de precipícios. Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições em cativeiro, mas coloque-o em um canto escuro, pois é de suma importância. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes.


Tempo de incubação: 23 dias.
Temperatura de incubação: 37, 5º C.
Filhotes: Os filhotes são semelhantes aos adultos, mas com a parte da frente da cabeça verde e algumas penas espalhadas vermelhas ou laranjas, tem um bordo vermelho no abdômen, a parte mais baixa das costas é mais clara e a íris é escura. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e conseqüentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 09 a 10 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Para que fique manso (pet), é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.Viveiros: Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1x1,2x2m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para desgaste. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.Tamanho da anilha: 06 mm.

Azulão

Azulão:
Pássaro de coloração exuberante e dono de um belo canto, o Azulão (Cyanocompsa brissonii) compõe, juntamente com o Bicudo e o Curió, o seleto grupo dos pássaros canoros. Encontram-se espalhados pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil e também na Argentina. Pertence a família dos Frigilídeos e é também conhecido por Gurundi-azul e Reina-Mora.Não é um pássaro muito social e normalmente é avistado sozinho junto às matas ciliares e campinas. Seu canto afável divide-se em dois tipos principais: Canto Normal e Surdina, sendo este último um dos cantos mais belos que um pássaro pode realizar. Da mesma forma que o canto dos Curiós varia de uma região para outra, assim também ocorre com o Azulão cujo canto é marcado por vários “dialetos”.Possuem um bico triangular e rude semelhante ao de Bicudos e Curiós. Sua cor é de um azul intenso com as extremidades das asas mais escuras e as patas de coloração semelhante ao bico. Mede cerca de 16 cm e não é raro ser confundido com o Azulinho (Cyanoloxia glauco cerulea), de coloração mais clara, pertencente a mesma família, porém a outro gênero.
Reprodução:
O Azulão macho difere-se externamente da fêmea devido à coloração amarronzada que ela apresenta. O período reprodutivo inicia-se no final da primavera. A fêmea coloca 2 ovos em média e o período de incubação é de cerca de13 dias. Os pais cuidam dos filhotes que estarão prontos para sair do ninho após o 15º dia do nascimento. Os filhotes podem ser separados dos pais após cerca de 40 dias. Alguns criadores recomendam a colocação de um macho para 3 fêmeas com gaiolas criadeiras individuais.
Manutenção:
Recomenda-se a utilização de gaiolas com no mínimo 60 cm de comprimento, 35 cm de altura e 30 cm de largura. Manter em local fresco e arejado e evitar correntes de ar. O ninho pode ser tipo taça com 6 a 8 cm de profundidade. Disponibilizar fibras vegetais (bucha, sizal, capim e fibras de coco) para a forração do ninho. Limpar sempre os recipientes de água e comida, bem como a gaiola. Acrescentar um recipiente onde ele possa, eventualmente, banhar-se.




Canário do Reino

Reprodução:
A reprodução dos canários acontece entre os meses de agosto a dezembro. Normalmente faz-se o acasalamento na segunda quinzena de Julho para que, no início de agosto, já possam ser observadas as primeiras posturas.O ninho adequado é aquele em forma de taça, com forro de espuma ou flanela. Na hora de escolher os casais, certifique-se de que o macho esteja cantando vigorosamente e de que a fêmea esteja ( pronta ).Assim evitará posturas de ovos não fertilizados e perda de tempo. Para as fêmeas confeccionarem seus ninhos indico o ( Saco de Batata ) pode ser adquirido em Mercados, Sacolão etc. Depois de bem lavados e cortados em tiras ( pedaços ) com aproximadamente 5cm x 5cm colocar umas 4 tiras pendurados dentro da gaiola, com esse material ela confeccionará o ninho.


Postura:
Normalmente uma canária põem de 3 a 4 ovos em dias seguidos, as vezes pode ocorrer intervalo de um dia entre um ovo e outro. Entre 6 e 7 horas da manhã a canária realiza a postura, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo.A medida que os ovos são postos devem ser retirados e substituídos por "ovos indez" ( ovos plásticos ) e colocados em um pequeno recepiente em plástico, louça, contendo mistura de sementes, ou algodão, servirá para acondicionar os ovos recolhidos e que devem ser virados diariamente devendo ser recolocados ao final da postura.A finalidade de tal procedimento é simplesmente permitir que a eclosão ocorra simultaneamente, evitando discrepância de desenvolvimento entre os filhotes. Geralmente, os nascidos por último morrem, quando não se utiliza tal conduta.

Separação dos Filhotes:
Entre o 15º e 20º dias os filhotes começam a deixar o ninho. Porém, a pemanência no ninho até 20 dias é normal.A saída prematura é indesejável e representa algum tipo de problema: o menor deles é quando o filhote se assusta e salta fora do ninho. Recomenda-se não trocar o ninho após o 12º dia. Filhotes quando mal nutridos tendem a sair precocemente do ninho em busca de alimentação ( atrás dos pais ).Nestes casos não há muito o que fazer e tentar recolocá-los de volta é perda de tempo. Por outro lado, os bens criados, deixam o ninho de modo tranqüilo, completamente emplumados e sem mostrar desespero por alimentação.Acontece que, de um modo geral, tende a ocorrer a debicagem dos filhotes. Algumas fêmeas deixam completamente desnudos seus filhos o que representa uma tragédia para o futuro: dificilmente se formará uma plumagem normal.Ao se perceber os primeiros sinais de debicagem o criador deve interferir seja separando os filhotes com uma grade divisória, seja fornecendo material para confecção do novo ninho. Sugerimos que os filhotes passem a metade do dia com o macho e a outra metade sozinhos.Colocando-se a farinhada de ambos os lados tanto a fêmea quanto o macho tratarão dos filhotes e, ainda estaremos proporcionando a oportunidade para que o macho fertilize, quando estiverem juntos.Quando os filhotes estiverem comendo sozinhos é chegada a hora da separação, geralmente, ocorre entre o 28º e 30º dias. Separados deverão ser colocados em uma voadeira de modo que possam se exercitar e serem levados para os "banhos" de sol e água.